Não sou pouco poeta de amor.
Sou mais da dor,
mais ainda,
poeta de mágoas e rancores,
porque poesia não é só, do Cupido, a flecha
é cetra, é soco e disparo, da mão do desamparo.
Seria eu vilã, por fazer a poesia sem virtude,
Poesia vã?
Quem me dera
se todo poeta
revelasse,
de forma clara e direta
que espuma de raiva,
que é capaz de socar paredes
de ter uma erva daninha no peito.
Não só leveza, amor, desejo,
e sim todo sem defeito.
[19.05.2021]
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