quinta-feira, 16 de abril de 2026

Flaming soul

 Não sou pouco poeta de amor.

Sou mais da dor,

mais ainda,

poeta de mágoas e rancores,

porque poesia não é só, do Cupido, a flecha

é cetra, é soco e disparo, da mão do desamparo.


Seria eu vilã, por fazer a poesia sem virtude,

Poesia vã?


Quem me dera

se todo poeta

revelasse,

de forma clara e direta

que espuma de raiva,

que é capaz de socar paredes

de ter uma erva daninha no peito.


Não só leveza, amor, desejo,

e sim todo sem defeito.


[19.05.2021]

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